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Uma pequena reflexão sobre abutres, morcegos, abelhas, pessoas e futebol



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O Abutre

Se colocarmos um abutre num caixote com 2 metros por 2 metros totalmente aberto por cima, esta ave, apesar da sua habilidade para voar, será uma prisioneira. A razão é que o abutre começa sempre um voo do solo com uma pequena corrida de 3 ou 4 metros. Ora, sem espaço para correr como é seu hábito, nem sequer irá tentar voar e ficará eternamente prisioneiro numa pequena cela sem tecto.

 

O Morcego

O morcego comum que voa por todo o lado durante a noite é uma criatura extremamente habilidosa no ar, mas não consegue elevar-se a partir do chão. Quando é colocado no chão num lugar plano, tudo o que pode fazer é arrastar-se indefeso até que consiga alcançar um local ligeiramente mais elevado de onde se possa lançar para o ar. Só nessa altura é que consegue levantar voo.

 

A Abelha

Uma abelha quando é colocada num recipiente aberto vai permanecer ali até morrer, a menos que seja retirada.

Nunca consegue ver possibilidade de escapar que existe acima dela, mas irá persistir tentando encontrar alguma forma de escape pelas laterais próximas do fundo. Irá continuar a procurar uma saída onde não existe nenhuma, até não ter mais forças e acabar por morrer.

 

As pessoas

De certa forma somos como o abutre, o morcego e a abelha.

Lidamos com os nossos problemas e frustrações, sem nunca nos darmos conta que tudo o que temos de fazer é olhar para cima. Essa é a resposta, o caminho de fuga e a solução para os problemas. Basta olhar para cima.

 

O futebol

Numa comparação com o universo do futebol, qual é o jogador mais valioso da equipa? O guarda-redes que evita os golos? O ponta-de-lança que marca aquele golo fantástico? Não. É o centrocampista que tem visão de jogo e que guarda a bola, libertando-a no momento certo para o avançado, ou que já sabe onde a bola seguinte vai cair. E tudo isso porque joga de cabeça levantada e não olha para o chão apenas à sua volta. Tem a chamada “visão de jogo” e está sempre um passo à frente dos restantes jogadores.

E nós temos de fazer o mesmo. Temos de olhar para o todo e não apenas para as partes, senão coremos o risco de ficarmos parados nos nossos projectos e nos nossos sonhos.

 

A tristeza olha para trás.

A preocupação olha em volta.

A depressão olha para baixo.

A fé olha para cima.

E nós temos de olhar para além do nosso pequeno mundo.



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