conteúdos virais

Quais são os factores chave para a criação de conteúdos virais?



Ficas entusiasmado com a ideia de criar um conteúdo que pode receber milhares ou mesmo milhões de visitas? Como conseguir isso? Vamos analisar em detalhe os factores chave necessários.conteúdos viraisQuando comecei com isto do blogging há alguns anos atrás tinha constantemente uma coisa em mente. Tinha a esperança que cada artigo que publicasse se tornaria viral. Nessa altura havia menos opções porque não havia Twitter e o Facebook não era o que é hoje. Das outras redes sociais que existiam, nem vale a pena falar.

O tema post viral continua a ter um grande interesse porque pode gerar um enorme número de visitas e consequente geração de leads. Por essa razão este é um tema que a maioria dos bloggers gostaria de dominar. Vou tentar enumerar os pontos principais.

 

O conteúdo como base do viral

Partimos da base de qualquer post viral: o conteúdo. Este tem de cumprir algumas condições para conseguir esse efeito ao nível da difusão que procuramos. Não é necessário cumprir todos os critérios sem excepção, mas se conseguirmos ter pelo menos um deles, esse conteúdo tem potencial para se tornar viral.

  • Conteúdo de qualidade: Ao dizer conteúdo de “qualidade” isso permite-nos fazer uma interpretação relativamente ampla. Um conteúdo humorístico é um conteúdo de qualidade? É sinónimo de ter sido bem feito? Existem conteúdos virais que são uma verdadeira “porcaria” pelo que a qualidade não será propriamente um factor obrigatório. No mundo dos blogs os posts tipo “mega-entrada” têm esse potencial. É óbvio que escrever mais de 10.000 palavras em formato texto não é nenhuma garantia de sucesso, mas há uma certa tendência para os artigos mais elaborados serem partilhados com mais frequência do que os mais curtos.
  • Ataca um nicho concreto: basta observar os últimos vídeos virais para verificar que este factor também não é essencial pois não se aplica a todos os casos. Ainda assim pode ajudar se nos concentrarmos num tipo concreto de audiência (desportistas, mães, dentistas, vegetarianos, etc.) de forma a conseguirmos mais difusão em menos tempo. As pessoas que partilham conteúdos virais têm necessidade de se identificar com o mesmo e querem envolver outras pessoas que possam sentir o mesmo que elas.
  • Facilitam a interacção entre os usuários: canais como o Twitter e o Facebook costumam ser muitas vezes vias de difusão de vídeos e artigos virais porque simplificam a interacção entre os usuários. É fácil partilhar e reagir a um conteúdo. A conversação actua como um amplificador que ajuda a chegar a mais pessoas. O facto de um conteúdo permitir criar de forma simples a própria versão do usuário pode actuar como se lançássemos gasolina ao fogo. Basta pensar no fenómeno do Harlem Shake para entender esta dinâmica.
  • Eventos presenciais em directo: conteúdo criado em eventos presenciais com difusão online pode também ter um potencial viral, mas deverá cumprir pelo menos um dos factores anteriormente mencionados. Alguns irão provavelmente lembrar-se desta acção da Red Bull.

 

Factores para além do conteúdo para conseguir viralidade

O conteúdo é uma peça chave deste puzzle mas não é a única. Segundo alguns estudos científicos misturados com alguma experiência pessoal, poder-se-ia complementar da seguinte forma:

  • Difusores potentes: já falámos antes sobre conteúdos de qualidade. Um bom exemplo de um vídeo viral de baixa qualidade e que conseguiu uma grande difusão sem que o autor tenha pensado realmente no assunto é o que podemos ver de seguida. O ponto explosivo foi um twitt de Jimmy Kimmel, um comediante conhecido nos Estados Unidos, que graças aos milhões de seguidores no Twitter tornou o vídeo viral. Um forte empurrão por parte de um difusor potente costuma ser uma grande ajuda para conseguir um vídeo/conteúdo viral (sobretudo se o conteúdo já tiver esse potencial).

  • Comunidades activas: quando crias um conteúdo apto para um público-alvo concreto isso é uma enorme ajuda para conseguir alcançar uma comunidade activa. O melhor exemplo serão os próprios leitores do teu blog. As comunidades também podem ter um carácter comercial. Basta pensar no Nike Plus onde existe uma comunidade de vários milhões de corredores. Outro exemplo de comunidade bastante activa pode ser vista no seguinte vídeo.

  • Plataformas de publicidade: naturalmente que não serve qualquer tipo de publicidade. Tem de oferecer a possibilidade de podermos segmentar de forma precisa e a muito baixo custo. Plataformas como Facebook, Instagram e por vezes o Twitter podem dar aquele empurrão necessário se investimos algum dinheiro. Muitos conteúdos que têm o potencial de se tornarem virais simplesmente não o conseguem porque lhes falta ultrapassar aquela inércia inicial. Esse empurrão inicial pode ser conseguido através de uma campanha bem segmentada.

Certamente que ainda há muito mais por dizer sobre este tema como a criação de emoções e os temas da actualidade, mas espero voltar aqui numa próxima oportunidade.

Stay tuned.



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