Hummingbird

Hummingbird Algorithm: do contexto à semântica linguística em SEO



Se existe alguma coisa que gosto de ver em termos de SEO é a sua constante evolução, a adaptação necessária às alterações do uso da Internet, as novas formas de interacção social, procurando salvaguardar os resultados e os objectivos de pesquisa dos usuários e obrigando a uma reinvenção constante dos profissionais do sector.

HummingbirdFazendo uma retrospectiva e olhando para os motores de pesquisa há alguns anos atrás, podemos ver como e quanto as coisas mudaram, tendo sido talvez por isso que o Google celebrou o seu 15º aniversario e a sua evolução todo este tempo, presenteando-nos com um novo algoritmo a que deu o nome de hummingbird, “rápido e preciso” como o colibri, rompendo com o mundo a preto e branco do seu zoo particular de pandas e pinguins.

No entanto não nos equivoquemos, o Hummingbird não é apenas um retoque parcial do algoritmo focado em perseguir os maus sites tal como os seus antecessores, mas uma nova mentalidade do motor de busca, como se tivesse sido totalmente reescrito, o que implica repensar a forma de fazer as coisas e dar um passo mais em direcção à web semântica, aos significados e às conversações usuário-robot.

Há uns meses atrás defendia que estávamos mais próximos da contextualização do que da semântica, do que rodeava as palavras e componentes em si próprios, no entanto, talvez seja o momento de começar a falar da semântica linguística, entendida como a codificação do significado dentro das expressões linguísticas, pelo que não seria exagero rever conceitos como “denotação” ou “conotação” e pensar que podem conter mais informação para além do significado literal das palavras que a compõem.

Levado à prática, o Hummingbird não implica o seguimento de uma serie de novas directrizes para além do que já se faz, tratando-se essencialmente de uma nova forma de responder às questões do usuário através de resultados com informação original e de qualidade, que se adaptem e dêem resposta aos requerimentos de geolocalização, social ou multidispositivo, por exemplo, perante consultas como “onde posso comprar uma peruca?” ou “o que tenho de estudar para ser astronauta?”, sendo talvez essa a razão pela qual se fala do fim das keywords tal como as encaramos e conhecemos até agora.

Isto leva a repensar na construção da informação do nosso site e a fazer uma reavaliação das intenções, necessidades e problemas, para verificar se estamos a dar uma resposta ao que os usuários realmente pretendem.

Imaginemos o exemplo da comercialização de cursos de línguas. É preciso responder a questões do género “de que me serve este curso?”, “que tipo de certificação vou obter?”. Responder a estas questões com uma qualidade maior, irá contribuir não só para melhorar o posicionamento nas serps, como ainda ajudar aos objectivos do negocio, para a partir daqui buscar a transversalidade do core business e construir um negócio à volta disso.

White Papers, blogs, dicas, FAQ´s, conteúdo social, tutoriais ou vídeos com títulos e Metadados com significado semântico, relações verticais com base no Gráfico do Conhecimento do Google, informação local, sites multidispositivo, transparência e sinceridade para o bom e para o mau. Coisas que já sabíamos mas que agora devemos aplicar mais que nunca.

Imagem: Foto de Jason Paluck no Flickr



2 Comentários

  1. rafael
    Novembro 21, 2013

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