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Copywriting e SEO: Como escrever para o Google



Demorei muito tempo a aprender a escrever textos otimizados para SEO. Quando comecei as minhas andanças como redator na minha pequena rede de blogues dava-me por satisfeito pelo fato de poder terminar o dia e ter fornecido a máxima quantidade de informação possível sobre todas as temáticas abordadas.

Mas nunca ninguém me havia alertado naquela altura sobre o poder das palavras e da sua estreita relação com o SEO. Algum tempo depois dei conta que podia ter conseguido melhores posições no Google se já tivesse conhecimento destas técnicas. Por essa razão e para evitares cometer os mesmos erros, vou hoje partilhar como devemos otimizar um texto em termos de SEO.

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Vamos lá então falar sobre como devemos escrever para conseguir melhores posicionamentos nas SERP’s do Google. Escrever (quer seja através dos teus próprios textos ou para uma terceira pessoa) é um processo que praticamente todos temos de levar a cabo, ou pelo menos, a maior parte do público-alvo que lê este blogue (bloggers, Seos, webmasters, etc.).

É muito frequentes não dar a importância ao texto que devíamos. No entanto, não dizemos sempre que “o conteúdo é o rei”? Com efeito, mas há algo que todos sabemos em relação à equação “Conteúdo / Motor de Pesquisa”:

é que o Google dá preferência a apresentar nos seus resultados as páginas que contêm as palavras que o usuário teclou quando fez a pesquisa no Google. Até aqui imagino que todos estamos de acordo.”

Quando pesquiso palavras-chave de cauda longa ou “long-tail”, o Google pode apresentar um resultado ou outro em função da forma como coloco as palavras da busca na caixa de pesquisa, da palavra exata que foi utilizada, do tamanho da palavra-chave (os sites com mais autoridade dominam as palavras-chave mais curtas), etc.

Mas, o que aconteceria se fossemos capazes de redigir textos que contenham “todas” as pesquisas que é possível fazer para uma determinada palavra-chave?

Bingo! Haverá uma maior probabilidade de aparecer nos primeiros resultados da pesquisa.

Vamos redigir textos cheios de palavras-chave que respondem a pesquisas reais, mas não de forma “exata” pois seria muito fácil fazer sobre-otimização dos conteúdos. Para o conseguir vamos utilizar diferentes versões de palavras-chave associadas de cauda longa que podemos obter nas seguintes ferramentas.

Partiremos do pressuposto que vamos redigir um artigo muito longo para o podermos otimizar por completo usando diferentes fórmulas, ou seja, vamos escrever “um conteúdo base”.

 

Keyword Planner

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Qualquer processo por pequeno ou grande que seja em termos de <<keyword research>> devia começar com o keyword planner. O planeador de palavras-chave do Google Adwords fornece-nos informação do próprio Google que nos permite conhecer a quantidade de pesquisas realizadas em relação a milhares de keywords. Vamos olhar para estes resultados para começar a configurar o nosso artigo “Googlelover”.

Através do planeador de palavras-chave do Adwords vamos obter os seguintes elementos para o nosso artigo:

  • H1
  • H2

O H1 vai ser composto pela palavra-chave principal que queremos posicionar. Deve ser a sequência de palavras a partir da qual vai girar a totalidade do texto, mas sem repetir as mesmas palavras, uma vez que vamos utilizar outros termos relacionados direta e indiretamente.

O H1 condiciona por completo o desenvolvimento do post se queremos oferecer ao Google um “significado” e uma boa “densidade de conceito” (não me refiro à densidade de palavras-chave, refiro-me ao conceito global).

Se o nosso H1 é: “Praias para cães”, os termos relacionados de forma direta podiam ser: “praias para cachorros”, “piscina para cão”, “cães apropriados para praia”, enquanto que os termos relacionados de forma indireta seriam: “praias para animais de estimação“, “o teu gato e a praia”, “planos de verão com o teu cão”.

Seleciona um titulo H1 que possa servir como base para agrupar vários conceitos mais pequenos dentro deles. Baseando-nos neste conceito, o H1 deve ter sempre mais pesquisas do que os elementos existentes dentro dele, como o H2 ou termos relacionados. É importante aparentar uma hierarquia óbvia perante o Google.

O H2 estará relacionado com as palavras “mais importantes” do ponto de vista do usuário (e consequentemente também do motor de pesquisa), ou seja, as palavras-chave com maior volume de pesquisas no keyword planner.

O motor de pesquisa dispõe de bases de dados consolidadas de palavra-chave relacionadas, e deste modo estamos a dizer-lhe que o nosso texto inclui essas palavras importantes que o Google também tem na sua base de dados para essa dita keyword.

 

Übersuggest e SBO

Übersuggest

Não falei ainda sobre o Übersuggest mas valeria a pena apenas escrever todo um artigo sobre ele.

O Übersuggest é uma ferramenta que serve para encontrar sequências de pesquisa long tail a rodos, ou seja, palavras-chave mais longas que dado o seu tamanho e o número escasso de pesquisas, na maioria das vezes nem são detetadas pelo keyword planner.

Utiliza as palavras-chave relacionadas que forem dadas pelo Übersuggest para os H3 do teu texto, o motivo é que os termos que podemos conseguir do Übersuggest baseiam-se no SBO e isto faz com que de uma forma geral as palavras que obtemos com esta ferramenta sejam de grande valor e sejam valorizadas pelos motores de pesquisa.

Mas o que é o SBO? SBO são as siglas de Search Box Optimization e basicamente consiste em ter em conta os termos introduzidos pelos próprios usuários dentro da caixa de pesquisa do Google. Algo realmente fantástico já que nos permite conhecer os termos long tail usados pelas pessoas quando utilizam a caixa de pesquisa:

caixa de pesquisa

A informação que podemos obter do Übersuggest é extremamente valiosa, sendo muitas vezes suficiente para realizar trabalhos inteiros de keyword research completos apenas com a utilização desta ferramenta pois fornece-nos todas as combinações possíveis de palavras pesquisadas pelos usuários derivadas de uma keyword principal e ainda dá-nos termos para todas as letras do alfabeto, de A a Z. Brutal.

 

Google Search Console

google search console

Historicamente conhecido como Google Webmaster Tools. Uma vez dentro das ferramentas para webmasters vamos clicar sobre >Tráfego de pesquisa e depois >Estatísticas de pesquisa.

Vamos aceder a um painel onde mais uma vez temos de clicar nos diferentes campos que ativam as impressões, os cliques e o CTR para poder aceder a toda essa valiosa informação.

Uma vez com os resultados à nossa frente, vamos procurar por palavras ou sequências de palavras dentro da lista fornecida pela Search Console com uma quantidade elevada de impressões e selecionamo-las para efetuar depois uma pesquisa no Google com essas mesmas palavras.

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Muitas vezes veremos que na primeira página irá aparecer o nosso resultado, mas que na descrição ou mesmo no título não estão incluídas essas palavras-chave pelas quais os usuários acederam à nossa página (que é precisamente o que nos está a mostrar o Search Console).

Então basta adicioná-las dentro do texto do nosso post para criar um conteúdo uma vez mais com termos relacionados que respondam a pesquisas efetivas do usuário. Haverá assim maior probabilidade de conseguirmos rankear acima dessas sequências de pesquisa tão concretas para as quais até já estávamos posicionados, obtidas a partir do Search Console.

 

Semrush

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Uma forma extremamente poderosa de ganhar posições no Google é escrever sobre algo que a nossa concorrência direta está a dominar, mas sobre o qual sabemos que podemos fazer ainda melhor.

O Semrush é uma das melhores ferramentas de SEO que existem no mercado que nos permite obter o elemento mais importante para os nossos conteúdos: o título.

Duas dicas básicas com o uso do Semrush para enriquecer mais os teus textos:

  1. Analisa apenas as páginas que sejam de competidores diretos, e se possível semelhantes ou mais pequenos do que tu (em termos de autoridade de página). Desta forma o processo de “roubo” de palavras-chave será mais efetivo. Também é útil focarmo-nos nas palavras-chave long tail da concorrência (quanto mais longas as palavra-chave, melhor).
  2. Quando analisares um concorrente com o Semrush, muitas vezes irás ver que com um mesmo post foi possível conseguir rankear no Google para vários termos relacionados, mas nem sempre iguais, porém parecidos num mesmo artigo. Copia todos esses termos e se os conseguires inserir no teu texto (por extensão do artigo, pelo uso abundante de H3, etc.), então mete-os.

 

Pesquisas relacionadas dentro das SERPS

Se depois de tanta palavra-chave introduzida no teu texto ainda existir espaço para mais, então uma outra fonte onde podemos ir buscar mais keywords relacionadas que o Google associa com a nossa principal keyword é ao final da própria página de pesquisa do Google.

Estes são os resultados que nos são apresentados pelo Google para a keyword “como fazer tostas”

como fazer tostas

 

Densidade de palavras-chave: SEOquake

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Não sou um grande partidário da famosa “densidade de palavra-chave” nos conteúdos, apesar de ser uma parte importante e que não deve ser menosprezada. E digo isso porque existem outros fatores em jogo, pelo que não devemos olhar apenas para um indicador.

Não obstante, não devemos descurar o conceito de “densidade”. Podemos aprender alguma coisa com a análise da densidade e também com o Top 3 dos resultados do Google para uma palavra-chave com concorrência. Mais à frente vamos falar sobre isso mas por agora posso dizer que estes dados podem ser facilmente obtidos com a ferramenta gratuita SEOquake.

Faz download da extensão para o teu navegador neste link. Depois de ativado o SEOquake podes aceder a qualquer página com resultados de pesquisa, clicas no campo “Density” e podes começar a analisar.

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E com isto terminamos esta primeira aproximação às formas mais eficazes de escrever para ganhar posições no Google. Gostas de alguma delas em particular? Agora é o momento mais importante onde tu próprio deves tirar as tuas próprias conclusões, fazer experiências, aprender melhor a lidar com estas ferramentas para saberes como deves escrever para agradar ao Google. No entanto tem cuidado e não te esqueças que estás também (e principalmente) a escrever para os teus leitores. Tens de saber equilibrar estes dois campos para poderes ter sucesso na Internet e poderes começar a ganhar dinheiro com o teu blogue.

Vemo-nos no próximo artigo!



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