segurança na internet

A segurança nas redes sociais depende de ti



segurança nas redes sociais Ou me pagas ou transformo-te num pedófilo no Facebook. Era este o título de uma crónica contundente que li há poucos dias num diário online.

Muita coisa já se disse acerca das normas de segurança mínimas para navegar na Internet. Todos temos uma noção (por mais básica que seja) sobre o que devemos ou não fazer. Mas a verdade é que são poucos a aplicar essas normas de segurança e ainda menos a ter consciência das consequências de não o fazer.

Artigos como aquele a que refiro no início do post fazem-nos reflectir sobre este tema e pensar na necessidade de levar este tema realmente a sério.

Se pesquisares no Google por “normas de segurança para navegar na internet” (ou pesquisas parecidas), encontrarás dezenas de artigos com muitos conselhos.

Os aspectos a ter em conta são muito variados. É preciso ter cuidados com os sites que visitas, a educação dos filhos, o uso correcto da webcam, os vírus, a privacidade dos dados, uso de serviços de mensagens, etc. A Internet é um elemento com presença constante nas nossa vidas e por isso afecta-nos de muitas formas.

Penso que tudo isto é relativo se houver um pouco de bom senso. Mas isso é muitas vezes o que muitos têm pouco.

Quando alguém próximo de nós tem um problema de segurança, ficamos em estado de alerta e tomamos algumas medidas, mas passados poucos dias relaxamo-nos e voltamos a cometer os mesmos erros.

Para não me estender demasiado, vou limitar estas reflexões apenas às redes sociais.

Reconheço que o tom deste artigo pode ser algo alarmista e estes conselhos até um pouco limitados, mas penso que nestes casos é preferível começar por sermos cautelosos na forma de gerir a nossa presença nas redes sociais, para além claro, de usarmos o bom senso. De seguida e consoante formos sentindo-nos mais cómodos podemos ir adaptando e flexibilizando estas “normas” a nosso gosto.

 

Como evitar problemas de segurança nas redes sociais?

Podemos ter controlo (total ou parcial) sobre três coisas: conteúdos, pessoas e dispositivos. Se adoptarmos algumas normas básicas nestas três áreas iremos solucionar grande parte dos problemas que eventualmente podemos vir a encontrar.

 

  1. Se o conteúdo é privado pensa antes de o publicares

Pensa bem antes de publicar alguma coisa nas redes sociais ou em aplicações de mensagens instantâneas.

Por muito que publiques em grupos fechados, que envies os conteúdos a amigos de confiança, etc., acabas sempre por perder o controlo desse conteúdo. A única forma de garantir que não te prejudicas a ti próprio ou a terceiros, é mesmo não publicando nada.

Todas as pessoas têm um conceito diferente do que é privado e do que não é. Mas nas redes sociais as coisas são um pouco diferentes. Um conteúdo aparentemente inofensivo pode acabar por se transformar num problema fora de controlo quando cai nas mãos erradas.

Podemos ter uma certa sensação de segurança. Pensamos, mas quem é que vai ver este conteúdo? A quem é que poderia interessar manipular tudo isso? No entanto, as coisas podem não ser assim tão simples.

Há conteúdos que sabemos perfeitamente que não devemos publicar, mas existe uma percentagem elevada de “conteúdo cinzento”, de conteúdo aparentemente inofensivo que publicamos sem dar grande importância.

Sei que estes conselhos são relativamente básicos. No entanto, penso que também seria boa ideia fazer uma auditoria periódica dos conteúdos que estamos a publicar para nos certificarmos que não temos problemas. Isto também nos vai ajudar a calibrar os melhores conteúdos a publicar e em que contexto.

Eu publico conteúdos com alguma frequência em várias redes sociais e sei o que publicar em cada caso.

Algo que ajuda bastante a este respeito é optimizando a nossa presença nas redes sociais (separar o pessoal do profissional, optimizar processos, etc.).

segurança na internet

  1. Amizades/contactos nas redes sociais

Outro conselho que determina o efeito do conteúdo publicado e os problemas com que nos podemos deparar está nas pessoas a que são dirigidas as nossas mensagens: os contactos nas redes sociais.

Já não falo do caso extremo do artigo que cito no início deste post, mas apenas da gestão do nosso dia-a-dia. Ou seja, consoante a rede social em questão, deveríamos publicar uns ou outros conteúdos e ter um tipo e volume de contactos diferentes.

Acho especialmente relevante sermos cuidadosos com as pessoas com as quais contactamos naquelas redes sociais onde publicamos conteúdos pessoais.

Nunca sabes quem pode acabar por receber esses conteúdos, nem como pode ser interpretado e/ou manipulado o conteúdo.

No meu caso decidi que o meu perfil pessoal no Facebook seja apenas isso: pessoal. Por esse motivo apenas tenho como amigos aquelas pessoas com que tenho contacto frequente e familiares.

Com o resto dos amigos mantenho-me em contacto por telefone ou correio electrónico.

Apesar desta limitação, tento aplicar os conselhos do ponto 1 (mesmo que nem sempre o consiga!).

Na selecção de contactos (nas redes sociais ‘pessoais’), intervém o nosso ego, o medo do que dirão (aceito-o ou mantenho-o como amigo para não ofender), n factores, que nos levam a acumular contactos que nada mais fazem do que aumentar os riscos de termos problemas.

O normal seria não termos nunca problemas. Trata-se apenas de evitar essas surpresas negativas que podem acontecer muito raramente.

Na maioria dos casos acabam por ficar-se apenas em mal-entendidos, mas noutros podemos vir a ter sérios problemas.

 

  1. Configuração do smartphone

O terceiro vértice deste triângulo é o dispositivo a partir do qual acedemos às redes sociais (na grande maioria e cada vez mais, desde telefones inteligentes).

O nosso telefone e as aplicações que usamos deixam imensas pistas em forma de dados sobre a nossa actividade online. Podem ser fotos, dados sobre a nossa localização, gostos, etc. etc.

Na sua maioria são dados agregados que visam melhorar a nossa experiência de uso, mas penso que é sempre boa ideia rever as configurações de privacidade do nossos smartphone e das principais aplicações, de forma a garantirmos que a configuração está a nosso gosto.



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