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10 Mitos de SEO para esquecer se queres ter mais tráfego



seoVoltamos com um artigo sobre SEO. Hoje vou comentar sobre alguns dos erros e mitos que existem acerca do SEO, os quais já tomamos por verdadeiros por os termos ouvido tantas vezes. A verdade é que se pararmos um pouco para pensar, é normal que surjam este tipo de mitos de forma constante, já que de entre todos os ramos do marketing online que existem, o SEO é o mais opaco.

Um dos primeiros conselhos que posso dar sobre os mitos do SEO é que a informação verdadeira a circular pela net rondará talvez os 10%. Em SEO a melhor forma de aprender não é a ler apenas blogues de referência, como o Search Engine Land ou God of SEO, mas aproveitar a nossa própria experiência e ir testando até encontrarmos o que melhor se adapta e resulta no nosso próprio caso.

 

1. É melhor ter as Url’s em linguagem telegráfica

Uma das coisas que vejo mais frequentemente e que já não faz parte das técnicas actuais de SEO, é ver como ainda existem muitos bloggers a colocar as suas palavras-chave nas url’s que esperam vir a conseguir posicionar. “Elimina os artigos e preposições das url’s” é uma frase ainda muito comum. Desta forma, se o blogger se queria posicionar nas palavras-chave “Quanto custa um alojamento para WordPress” deveria colocar algo do género: quanto-custa-alojamento-wordpress

É um erro que em nenhum caso te vai ajudar a posicionar essas palavras-chave. Nos primeiros resultados é muito comum ver resultados naturais e que escreveram um conteúdo que responde da melhor forma à busca por essa keyword, e cu,ja url tem um formato natural. O Google espera uma naturalidade em todos os sentidos e forçar as url’s como se estivéssemos a falar a enviar um telegrama não é uma situação natural.

 

2. Pensar que existe uma densidade de palavra-chave “perfeita”

É outro erro frequente e com o qual muitos Seos da velha escola ainda vivem obcecados. Já comentei por diversas vezes que conforme vamos trabalhando e aprendendo mais sobre este tema, vamos dando-nos conta de que em SEO é muito difícil (para não dizer impossível) encontrar um comportamento padrão no Google, ou que seja 100% preciso. O que funciona numa página web provavelmente não irá ter nenhum efeito noutra.

Em relação à densidade de palavras-chave, esquece as percentagens que dizem que se deve ter a keyword repetida entre 1% a 5% das vezes na totalidade do artigo. Usa a palavra-chave da forma mais natural possível e apenas quando é realmente necessária para dar sentido ao texto. É também importante que para melhorar tanto a naturalidade da escrita como a naturalidade do SEO on page, se utilizem sinónimos com frequência.

 

3. Os links da marca devem estar dirigidos para a página inicial e os links com palavras-chave para os artigos

Isto é uma coisa que pensamos de forma inconsciente, mas que quando é aplicado de forma intensiva e desproporcionada pode dar origem a uma penalização do Google Penguin. Faz com que a forma como tratas os teus links seja a mais caótica e desordenada possível, mas evita seguir um padrão recorrente quando estiveres a fazer linkbuilding.

É comum pensar que os links de marca estilo “www.dicasdinheiro.com” deviam apontar apenas para a página inicial, e que os de palavras-chave estilo “Comprar temas de WordPress” deveriam apontar para os artigos. Pois bem, o conselho que dou é para não levares sempre isso sempre em conta. Os artigos também deveriam receber links puramente de marca e vice-versa.

 

4. Os links . edu são os melhores que existem

Se frequentas fóruns ou sites onde as pessoas trocam links, verás que é comum observar que os bloggers quase que ficam loucos quando se fala de links em sites de universidades ou de jornais. Aqui é preciso fazer uma distinção. Os links das universidades e dos jornais são semelhantes? Para poder responder de forma precisa há que ter em conta dois tipos diferentes de links. Vejamos um exemplo:

Um bom link de jornal: um link num site de um jornal conhecido e que trata temas reais e do dia-a-dia, tendo por isso leitores reais interessados nos conteúdos. Este é um excelente backlink, uma vez que é de um site com muito tráfego e com autoridade perante o Google.

Backlink de um site universitário que pode não ser tão bom: lembras-te dos famosos blogues de universidades? Pois o seu valor em termos de SEO é muitas vezes relativo. O motivo para isso é que muitos bloggers apenas os costumam usar para deixar o seu link, mas não são sites nem com muito tráfego, nem como mais autoridade do que a proporcionada pelo domínio da Universidade em si mesma. Por essa razão são normalmente links de qualidade medíocre.

Se deixares os teus links num blogue de alguma universidade, o mais provável é que não tenham grande valor, a menos que deixes centenas de links nessa Url (mas isso já é considerado blackhat). Outra coisa seria ter um link na própria página da Universidade (e não nos blogues ou nos artigos no seu interior), mas a menos que sejas o aluno do ano, isso dificilmente irá acontecer.

 

5. Devo escrever os títulos dos artigos “com” ou “sem” acentos?

Outro dos mitos mais comuns. São muito os que ao pesquisarem palavras no Google Adwords verificam a existência de mais buscas nas palavras sem acento, do que em relação às palavras com acentuação. Eureka! Então basta escrever “da mesma forma literal que os usuarios pesquisam” e será mais provável conseguir rankear uma palavra-chave. Verdade?

Nada mais errado! O Google rankeia cada vez melhor as palavras-chave existentes em frases completas e não a keyword literal pesquisada pelo usuário, mas a keyword num determinado contexto, não olhando para a acentuação para lhe dar prioridade num resultado em relação a outro.

 

6. Quantas mais tags, melhores os posicionamentos

Acontece muito com os bloggers mais novatos. Também eu já fiz muito isso. Muitas vezes há uma tendência para pensar que quando escrevemos um grande artigo, onde colocamos diversas tags (etiquetas) com sinónimos e variações da palavra-chave, haverá maiores possibilidades de se ser encontrado por mais leitores.

Na realidade o uso de tags não potencia o posicionamento do conteúdo e o que pode fazer na realidade é criar conteúdo duplicado e Url’s com pouco conteúdo. Repara no seguinte: qual é a origem real das tags? Ou seja, para que foram criadas? A resposta é que foram criadas essencialmente para facilitar a navegação do usuário pelos menus de um website. Já ninguém faz isso porque é considerado antiquado. O “valor SEO” foi (mal) dado por nós posteriormente.

 

7. Os post mais longos conseguem sempre ter melhores posições nas serps

“Um artigo com mais de 1.000 palavras é perfeito para SEO”, e eu digo que nem a brincar! A extensão de um artigo é muito relativa em relação à qualidade do conteúdo. Já vi imensos artigos enormes mas que não foram escritos a pensar nos usuários, não tendo um bom conteúdo a nível de semântica.

Muitos dos resultados nas primeiras posições do Google são ocupados por artigos relativamente curtos, mas que respondem bem a outra série de padrões SEO. A melhor forma de conseguir melhores posições nos resultados de pesquisa é quando se junta quantidade e qualidade (semântica rica), e onde são realmente respondidas as questões do usuário. Esta é a combinação perfeita para rankear absolutamente qualquer coisa, mas se tiveres de escolher, então começa pela qualidade e pela semântica do artigo, antes de começar a escrever um “testamento” que nem agrada aos leitores, nem ao Google.

 

8. As meta-descrições não ajudam a posicionar em SEO

As meta-descrições são o que encontramos no final dos posts, por baixo do título (nos plugins de Seo) e serve essencialmente para que o Google mostre um resumo do texto às pessoas que estão a pesquisar entre os resultados apresentados. Diz-se tipicamente que não têm qualquer valor Seo, mas isso é totalmente falso.

As meta-descrições são extremamente importantes já que é em função da (boa) forma em como estão redigidas, que os artigos irão ter um maior CTR dentro das SERPS e isso irá reflectir-se de uma forma considerável num melhor posicionamento dos conteúdos.

 

9. O melhor backlink que posso receber é aquele de um domínio com mais autoridade

Chegados a este ponto, vou falar um pouco das PBN (Private Blogs Network) ou redes privadas de blogues destinadas a vender backlinks com o único intuito ajudar a ganhar posições no Google.

Não vou dizer que dão ou não resultado (obviamente que se forem bem usadas irão dar bons resultados), mas uma das suas características mais comuns (e que não é assim tão boa), é que costumam utilizar frequentemente domínios caducados ainda com autoridade, mas que já não “estão vivos” nos rankings do Google, não atraem qualquer tráfego, nem têm qualquer tendência de crescimento ou queda. São websites mortos.

O melhor backlink nem sempre é aquele que é recebido de um site com maior autoridade, mas aquele que nos irá trazer mais tráfego e criar mais interesse nos usuários. Por exemplo, se tiveres um blogue de animais e conseguires um backlink outro blogue movimentado (também relacionado com animais), mas com um DA (domain authority) de apenas 20, irás conseguir melhores posições do que através de um backlink de um blogue .edu com um DA de 60.

 

10. O SEO negativo não funciona

Provavelmente a maioria de nós poderia desmentir este mito por experiência própria Se tiveres um blogue não muito antigo e receberes ataques de SEO negativo, os teus rankings serão muito provavelmente afectados. Há muita gente com pouco talento e que não suporta ver um blogue ou website a destacar-se um pouco dentro do seu nicho. E quando vêm isso então passam logo ao ataque.

O SEO negativo não é um mito (basta ver alguns vídeos do Matt Cutts), é perigoso e é a prática com mais falta de ética que irás encontrar. Basta por vezes fazer uma pequena pesquisa no Fiverr para encontrar quem se proponha fazer negative Seo. É tão simples quanto isso.

Por essa razão, sempre que verificares estares a receber backlinks que te estão a prejudicar, não esperes e usa a ferramenta do Google, o disavow links, antes de sentires o próximo pinguim a bater.

 

Acreditas ou acreditavas nestes mitos de SEO? Deixa o teu comentário.



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